Cagarro

Calonectris diomedea

Outros nomes: cagarra (Madeira), pardela-de-bico-amarelo

Será porventura a ave mais conhecida dos açorianos e, seguramente, uma das mais emblemáticas do arquipélago. Raros serão os ilhéus que não conhecem o seu característico “vozear” nocturno: inimitável, misterioso, evocativo; ou então, sobretudo no final do Verão e início do Outono, pelo contacto frequente com aves jovens que são encontradas, desorientadas pela luminosidade terrestre, em estradas, caminhos, ruas, etc.

cal-dio-3[1][1]

Identificação

De tamanho semelhante ao duma gaivota-de-patas-amarelas, tem no entanto as asas mais compridas e arqueadas, proporcionando-lhe um característico voo, deslizante e planado, junto à superfície. As partes superiores são castanho-acizentadas e a garganta, peito, ventre e interior das asas brancos.

Abundância e calendário

Estival nidificante. Nidifica em todo o arquipélago, chegando as primeiras aves a partir de Março, sendo que os últimos indivíduos deixam as colónias de nidificação em Novembro.

Onde observar

Entre Abril e Novembro, sobretudo no Mar durante as travessias entre ilhas; sendo também possível observar a partir da costa, por vezes agrupados em “jangadas” de muitas centenas de indivíduos. Existem porém, durante a noite, locais que são bastante conhecidos pela abundância de aves e pela facilidade em ouvir as características vocalizações dos cagarros: Boca da Ribeira e Mosteiros (São Miguel); Vila do Porto (Santa Maria); Fajã da Serreta e Monte Brasil (Terceira); Lajes, Santo António; Ponta da Ilha (Pico); Velas, Calheta e Topo (São Jorge); Monte da Guia e Capelinhos (Faial); Santa Cruz e Ponta da Barca (Graciosa); Fajãzinha e Ponta Delgada (Flores); Corvo.