Pilrito de Bonaparte

Calidris fuscicollis

Outros nomes: pilrito-de-uropígio-branco, pilrito-de-sobre-branco, maçarico-de-sobre-branco

Embora seja, provavelmente, a espécie americana de ocorrência mais regular no arquipélago dos Açores trata-se de uma ave completamente desconhecida dos açorianos. Apenas mais uma pernalta, “igual” a tantas que nos visitam todos os outonos.

Identificação

Com efeito, é daquelas espécies que se presta, por parte dos neófitos, ao “clássico” chavão: “para mim os pilritos são todos iguais”. Na verdade são todos diferentes, e para complicar ainda mais as coisas, mesmo quando estamos perante vários indivíduos da mesma espécie.

Tal como para as restantes espécies, sempre que possível, ajuda muito se tomarmos outras aves no local como referência, pois o pilrito de Bonaparte é nitidamente maior do que, por exemplo, o pilrito-rasteirinho ou o pilrito-pequeno, outros visitantes regulares na região durante o período de Outono/Inverno, sendo a sua envergadura mais próxima do pilrito-de-peito-preto.

Na plumagem de adulto, nas partes superiores, predominam os castanhos, acinzentando-se estes  nos indivíduos adultos. O abdómen é branco, sendo muitas vezes nuanceado por um riscado lateral. No pescoço e no peito apresenta uma sucessão de pequenas riscas longitudinais, formando um padrão que – quando o observador já está “infectado” com a possibilidade de espécies americanas presentes na zona – lembra o do pilrito-de-colete. O bico, de tamanho médio e ligeiramente recurvo, é escuro, por vezes com a base um pouco alaranjada. As patas são escuras. Tem um supercilium bem visível. O seu uropígio, apenas perceptível em voo, é branco, o que pode ajudar na sua identificação, dissipando dúvidas e eliminando muitas possibilidades, pois nos pilritos do mesmo género apenas se pode confundir com o pilrito-de-bico-comprido.

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Abundância e calendário

Espécie de origem neártica. Migrador de passagem/Invernante. Embora ocorra entre Setembro e Março, é nos meses de Setembro e Outubro que surgem as melhores possibilidades de observar esta espécie na região. Mesmo se a sua ocorrência é considerada regular nos Açores, não estando as suas observações sujeitas a homologação pelo Comité Português de Raridades, trata-se de uma “raridade” nas ilhas.

Onde observar

Existem registos em todas as ilhas do arquipélago contudo, pela regularidade da sua ocorrência, os melhores locais onde observar este pilrito são no Caldeirão (Corvo), na Fajã dos Cúbres (São Jorge), na Baía de Porto Pim (Faial), nas Lajes (Pico), no Cabo da Praia e Lagoa do Junco (Terceira), na ETAR, Fajã de Cima, Sete Cidades, MosteirosAchada das Furnas (São Miguel).

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